O engenheiro agrônomo Francisco Eduardo Bernal Simões, que foi coordenador da CATI entre janeiro de 2007 e setembro de 2009, recebeu durante a sessão da Câmara Municipal de Herculândia, no dia 7 de junho, uma homenagem por sua atuação no município.
Na oportunidade, estiveram presentes o diretor da CATI Regional de Tupã, engenheiro agrônomo Paulo Makimoto, técnicos e funcionários de Casas da Agricultura, funcionários da Regional e, representando o Coordenador da CATI, o engenheiro agrônomo Alfredo Chaguri, além de familiares do homenageado, o Prefeito Municipal e ex-Prefeitos de Herculândia.
Simões foi chefe da Casa da Agricultura de Herculândia, delegado regional da antiga DIRA de Marília, diretor da CATI Regional de Tupã e coordenador da CATI, antes de se aposentar. Ao todo, foram 35 anos dedicados à instituição.
Segundo o diretor da CATI Regional de Tupã, Paulo Makimoto, Simões contribuiu muito para a agricultura da região, inclusive no desenvolvimento da seringueira e na modernização da cultura do amendoim. “Além disso, atualmente ele ajuda em um projeto que a CATI Regional tem em parceria com o IAC, no desenvolvimento de café resistente a nematóides”, relata.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Francisco Simões recebe homenagem da Câmara Municipal de Herculândia
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Sericicultura: mecanização e possível parceria são motivos de visita
Professor e aluno de mestrado da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) visitaram, nos dias 8 e 9 de abril, Fiação de Seda BRATAC e alguns sericicultores, a fim de conhecer a mecanização na sericicultura e fazer contato inicial para possível parceria.
A atividade coordenada pela CATI Regional de Tupã e pela Casa da Agricultura de Bastos deu continuidade à visita ocorrida no mês de março com a presença dos engenheiros agrônomos da Divisão de Extensão Rural da CATI (Dextru), Abelardo Gonçalves Pinto e Sonia Tinoco, quando foi realizado o primeiro contato do órgão central com a cadeia da sericicultura na região de Bastos. Os produtores reivindicavam apoio governamental para agilizar as mudanças necessárias, diagnosticadas no Plano Municipal de Desenvolvimento Rural do município de Bastos.
A sericicultura é muito importante para a economia local, sendo que a unidade fabril estabelecida no município que industrializa e comercializa a seda, atualmente emprega mais de 700 funcionários. Na região de Tupã possuem cerca de 50 criadores fornecedores de casulos e no Estado de São Paulo mais de 200 criadores. Mas a indústria recebe, também, matéria prima de outras regiões, inclusive do Mato Grosso do Sul.
A crise mundial que afetou toda a economia global afetou fortemente os sericicultores fornecedores da indústria local, já que esta comercializa o produto no mercado externo. Muitos criadores diminuíram a produção ou mudaram de atividade devido à baixa renda proporcionada pela atividade. Mas a crise, também, impõe e exige adaptações, novos arranjos e melhorias no sistema produtivo para aqueles que querem se manter no mercado.
A elaboração do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural viabilizou a discussão dos problemas com a participação de todos os elos envolvidos na cadeia, resultando em estratégias e na proposição de ações visando retomar o desenvolvimento da Sericicultura no Estado de São Paulo. A meta do projeto ligado a esta cadeia é o desenvolvimento de um sistema de produção que seja competitivo e que proporcione uma renda digna ao criador, através da intensificação e mecanização visando maior rendimento e custo de produção compatível.
Produtores de urucum visitam Casa da Agricultura
No último dia 06 de abril aconteceu uma excursão à Casa da Agricultura de Monte Castelo, com o intuito de levar aos produtores do município de Salmourão conhecimentos sobre novas técnicas de plantio e manejo do urucum. Nesse município está localizado um pólo de desenvolvimento do agronegócio, tendo como base o urucum da variedade Piave, uma variedade que possui o mais alto teor de Bixina em relação às outras, porém, mais exigente quanto ao solo e ao manejo.
Na oportunidade, os produtores puderam ver na prática todas as técnicas apresentadas pelo engenheiro agrônomo João Manoel, responsável pela Casa da Agricultura daquele município, que também é pesquisador da cultura.
Durante a palestra foram discutidas as diversas variedades e suas vantagens e desvantagens, além de tratos culturais indispensáveis, controle de pragas e doenças e novos espaçamentos de plantio. João Manoel ressalta que alguns produtores usam espaçamentos adensados na linha de plantio para conseguirem boas produções nas três primeiras safras, e depois eliminam pés alternados nas linhas de plantio, aumentando assim a incidência solar e ventilação, requisitos essenciais para altas produções do urucum.
“Nos casos onde se utilizam espaçamentos mais largos entre linhas, há possibilidades de consórcio com outras culturas como feijão, amendoim e até mesmo testes com seringueira, para aproveitamento da área e proteção do solo”, explica o agrônomo.
A excursão foi realizada a pedido dos próprios produtores de urucum de Salmourão e prontamente atendida, visto que a cultura está inserida no Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável.
O evento foi uma parceria entre a CATI, a Associação dos Produtores Rurais de Salmourão e a Prefeitura Municipal.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Tupã : Produtores de amendoim debatem necessidades da cadeia produtiva
Dar continuidade às conversas sobre a produção de sementes de amendoim, definir os próximos passos e levantar os possíveis cooperados para a produção dessas sementes, foi o objetivo da reunião que aconteceu em Tupã, no dia 05 de abril, e que reuniu deputado estadual, prefeito municipal, coordenador da CATI, representantes da CAMAP, técnicos e produtores envolvidos no assunto.
Tudo começou, quando no início de março, os produtores da região pediram a presença do coordenador da CATI, José Luiz Fontes, para debater e buscar soluções para os problemas enfrentados pelos produtores de amendoim da região. Essa conversa reuniu técnicos da CATI e representantes da cadeia produtiva. As principais dificuldades apresentadas foram: falta de sementes, alto custo no controle de pragas e doenças, falta de produtos registrados para a cultura, linhas de crédito específicas, falta de locais para armazenamento e de equipamentos adequados para beneficiamento.
Logo após esse primeiro contato foi elaborado um projeto com o objetivo de viabilizar a cultura. O sistema a ser utilizado é o de cooperação para a produção das sementes. Só na região, são de 100 a 150 produtores com tecnologia de ponta na atividade. A prioridade será a produção das sementes com qualidade. Para tanto, será necessária a adaptação do Núcleo de Produção de Sementes da CATI, localizado em Lucélia, que foi criado, como muitos outros, para disponibilizar as sementes de algodão, mas já trabalhou também com amendoim e feijão.
Já no último dia 16, os produtores de amendoim da região de Tupã se reuniram com o Secretário Adjunto de Agricultura e Abastecimento, Antonio Júlio Junqueira de Queiróz. Estavam presentes: o deputado estadual Reinaldo Alguz, o prefeito municipal de Tupã, Waldemir Gonçalves Lopes, o coordenador da CATI, José Luiz Fontes, o diretor da CATI – Regional de Tupã, Paulo Makimoto, o presidente da Associação dos Beneficiadores de Amendoim, Antonio Fernandes Campos e o presidente da Cooperativa Agrícola Mista da Alta Paulista, Romildo Contelli.
O objetivo da reunião foi debater a implantação de novas políticas para o setor produtivo do amendoim. Entre as reivindicações destaca-se a revitalização do Núcleo de Produção de Sementes de Lucélia. Outro tema abordado foi a criação do Programa do Amendoim Paulista, visando obter variedades de sementes mais produtivas e adaptadas às condições de clima e solo do oeste paulista. Ficou definido, durante esse encontro, que a CATI fará a interlocução entre as áreas de pesquisa da Secretaria, as Associações de Produtores e a iniciativa privada.
Segundo Reinaldo Alguz, a terceira reivindicação exige não só a atenção da Secretaria, como também necessita do apoio do Parlamento Paulista, e em especial, dos deputados integrantes da Comissão de Agricultura. “Estamos falando da luta dos produtores rurais e beneficiadores para realizar a reestruturação tributária de toda a cadeia produtiva do amendoim,” destaca o deputado. Ele explica que essa reunião contribuiu também para aprofundar a discussão sobre os vários temas de interesse da classe amendoeira. “Em Tupã e nas cidades daquela região, a exploração da cultura do amendoim é uma atividade tradicional e importante fonte de geração de emprego e renda”.
Durante a reunião, o Secretario Adjunto de Agricultura se comprometeu a liberar os recursos necessários para investimento em equipamentos para secagem, pré-limpeza, descascador, germinação de sementes, estufa, empilhadeira, entre outros, visando a produção, beneficiamento, armazenamento e distribuição de sementes de amendoim com qualidade e baixo custo para o produtor.
A cultura do amendoim na região da alta paulista envolve muitas propriedades rurais. Essa cultura é bastante tecnificada, com boa produtividade e outras vantagens, o que estimulou a implantação de indústrias alimentícias processadoras e a exportação. Mas, o uso de grão como semente, ameaça toda a cadeia produtiva.
O prefeito municipal de Tupã, Waldemir Gonçalves Lopes, acredita que a reativação do Núcleo de Produção de Sementes de Lucélia, vai garantir a pureza das sementes básicas, o beneficiamento e o armazenamento adequados.
Para José Luiz Fontes, coordenador da CATI, a reunião com o Secretário foi produtiva e veio de encontro com as necessidades e anseios dos produtores de amendoim. “É uma demonstração de que a estratégia utilizada pela instituição está correta. Debatendo com a comunidade, discutindo as cadeias produtivas para inclusão no plano municipal de desenvolvimento rural sustentável, visando sempre atender as demandas dos agricultores”.
O projeto Produção de Sementes de Amendoim com Qualidade visa disponibilizar anualmente 500 toneladas de sementes, suficientes para o plantio de cinco mil hectares.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Produtores de amendoim buscam sementes de qualidade
Buscar soluções para os problemas enfrentados pelos produtores de amendoim na região de Tupã foi o objetivo de uma reunião, que aconteceu recentemente, e que reuniu técnicos da CATI - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral e representantes dessa cadeia produtiva. As principais dificuldades apresentadas foram a falta de sementes, o alto custo no controle de pragas e doenças, a falta de produtos registrados para a cultura, linhas de crédito específicas, falta de locais para armazenamento e de equipamentos adequados para beneficiamento.
Segundo Paulo Makimoto, diretor da CATI – Regional de Tupã, dos 14 municípios que compõem a regional, oito cultivam amendoim rasteiro, sendo os mais representativos: Arco Íris, Herculândia, Iacri e Tupã. Ele explica que a média de produtividade é diferenciada em cada uma das cidades, mas no total são aproximadamente quatro mil hectares plantados, que produzem 385 mil sacas de 25 quilos. Mas na área abrangida pela cooperativa são 12 mil hectares plantados com a cultura.
Para o secretário municipal de agricultura, Edson Schiavon, que também é integrante dos conselhos municipal e regional de desenvolvimento rural de Tupã, o amendoim é uma cultura economicamente importante para a região. “Só na cidade de Tupã essa cultura gera cerca de R$ 4 milhões. Mas o preço pago não cobre o custo de produção. Na última safra, por exemplo, o preço pago pela saca foi de R$ 12,00 e o custo fica em torno de R$ 18,00. Amenizou um pouco esse problema já que a saca chegou a R$ 20,00, mas muito ainda tem que ser feito. A CATI tem ajudado bastante e a cooperativa também. Precisamos ampliar esse apoio e fazer com que a cultura cresça e dê lucro”.
O diretor do departamento de sementes e mudas da CATI, Armando Azevedo Portas, destacou que quem produz alimento precisa de rastreabilidade e para isso, o primeiro insumo é a semente de qualidade. Ele explica que a CATI já tem dois programas em andamento e que tem dado bons resultados: trigo e arroz com qualidade. “Se criarmos um programa, nos mesmos moldes para o amendoim, poderemos possibilitar melhores ganhos aos produtores”.
José Luiz Fontes, coordenador da CATI, esteve na reunião, para conhecer os problemas enfrentados pelos produtores e buscar soluções conjuntas. “Vim ouvir e ver como a CATI pode ajudar o todo da cadeia produtiva do amendoim, visando sempre a melhoria do rendimento para os produtores. Precisamos de um alimento seguro e para tanto, todo sistema de produção precisa de semente ou muda de qualidade.”
Por parte da CATI, já está em fase de elaboração um projeto para viabilizar a cultura. Para tanto, precisa obter o compromisso dos agricultores, pois vai adquirir o material básico para a produção das sementes, através do sistema de cooperação. Só na região, são de 100 a 150 produtores com tecnologia de ponta na atividade. A prioridade será a produção das sementes com qualidade. Para tanto, já foram solicitados 50 sacos de material básico. Após apresentação do projeto ao Secretário de Agricultura e Abastecimento, aprovação por todos os envolvidos e implantação, as sementes estarão disponíveis a partir de outubro deste ano.
O Núcleo de Produção de Sementes da CATI, localizado em Lucélia será totalmente adaptado para otimizar o local. Esse núcleo foi criado, como muitos outros, para disponibilizar as sementes de algodão, mas já trabalhou também com amendoim e feijão. Sua função será beneficiar, classificar e armazenar as sementes de amendoim, produzidas através do sistema de cooperação.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Associação de Produtores Rurais de Arco-Íris recebe Kit de Informática
Foi entregue, no último dia sete de dezembro, na CATI Regional de Tupã, um kit de informática para a Associação de Produtores Rurais de Arco-Íris (ASPRAI).
A entrega deste Kit foi proporcionada através de assinatura de convênio de permissão de uso dentro do Projeto de Fortalecimento Institucional do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas realizado pelo Engº Agrº Dalirio Marcelino do Prado Junior, técnico executor da Casa da Agricultura de Arco-Íris.
A assinatura do convênio visa: promover o seu fortalecimento institucional através da transparência, descentralização e eficácia de ações associativistas, proporcionar o desenvolvimento de alternativas de sistemas de gestão de atividades e administração de bens comunitários, através da implantação de softwares contábil-administrativos, proporcionar a intercomunicação via internet (quando viabilizada pelas condições locais de telefonia) para troca de experiências com organizações congêneres e acesso a novas oportunidades de mercado para os produtos de seus associados e aquisição vantajosa de insumos necessários ao processo produtivo local, contribuir para o alcance da sustentabilidade sócio-econômica e ambiental dos associados de forma a garantir a continuidade dessas ações após o período de intervenção do Programa.
O kit é composto por um microcomputador, uma impressora, um armário de aço, uma mesa para microcomputador, uma mesa para impressora, cadeira ergométrica giratória, mesa de trabalhoe uma cadeira estofada.
O convênio solicitado e pleiteado junto a SAA – Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo pretende atender uma demanda encontrada pela ASPRAI que é a necessidade de organizar suas atividades na área de gestão administrativa e financeira disponibilizando melhoria de qualidade de vida aos seus associados.