terça-feira, 11 de maio de 2010

Bauru sedia "Rodada de Negócios"

Numa parceria entre órgãos governamentais (CATI, Unesp, APTA, Prefeitura Municipal de Bauru), associações de produtores (PARE de Reginópolis, APRI de Iacanga, APRA de Arealva, Bauru Frutas, APLAUSO de Piratininga e TERRA NOSSA de Bauru/Pederneiras), Sindicato do Comércio Varejista e de representantes dos supermercados do município de Bauru, foi realizada no dia 22 de abril a primeira “Rodada de Negócios da Região de Bauru”.

O evento teve como objetivo aproximar os produtores e os compradores de hortifruti da região e expor aos participantes a abrangência e importância do PNAE – Programa Nacional da Alimentação Escolar para a agricultura familiar. Durante o evento os representantes de cada associação fizeram uma explanação sobre a estrutura das associações e a produção de seus associados.

O representante da Bauru Frutas, Professor Aluízio Costa Sampaio da Unesp Bauru, falou aos membros das associações sobre as instalações e equipamentos que a Associação Bauru Frutas dispõe, enfatizando a necessidade do fortalecimento das organizações e declarando que há possibilidade da utilização conjunta do espaço e equipamentos (câmara fria, classificadores, pasteurizador, balanças, estufa para desidratação e despolpadeira). A seguir o engenheiro agrônomo da CATI Regional de Bauru, Marco Aurélio Beraldo, discorreu sobre o programa de alimentação escolar que beneficiará os pequenos produtores e os mecanismos de funcionamento do PNAE.

Finalizando as apresentações, o representante dos supermercados apresentou dados sobre o consumo da rede, informando os volumes de produtos hortifruti adquiridos na região de Bauru e relatando que do total comercializado apenas 15% dos produtos tem origem na região. Em seguida houve uma rodada de negociação entre as entidades presentes, que resultou em entendimentos entre produtores e compradores. De acordo com os participantes, o evento foi muito produtivo, pois possibilitou adquirir novos conhecimentos sobre o mercado regional, comercialização e o programa governamental da merenda escolar.

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Associação e Prefeitura comemoram o desenvolvimento rural no Vale Histórico

Canas, município agrícola do Vale do Paraíba, comemorou com festa, no dia 14 de abril, a entrega simbólica de um trator com implementos agrícolas e a conclusão do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Participativo, elaborado com a integração de esforços da comunidade, órgãos municipais e apoio do governo do estado.

Estiveram presentes autoridades municipais, representantes do CMDR – Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, o diretor Jovino Paulo Ferreira Neto e o assistente Vinicius Sampaio da CATI Regional de Guaratinguetá, o presidente da Associação Rural de Canas (ARC) - Ademar Ligabo, além de agricultores do município.

Durante o evento houve depoimentos de produtores sobre os resultados da utilização do trator e equipamentos, que facilitaram muito o cultivo das hortaliças na região.

O município de Canas tem 50% de suas atividades econômicas baseadas na rizicultura, horticultura diversa e pecuária leiteira.

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Compra e venda da agricultura familiar em Pirajuí

No último dia 27 de abril, nas dependências do C.R.A.S. de Pirajuí, foi realizada uma reunião promovida pela Divisão da Educação Municipal, Divisão de Compras da Prefeitura e Casa da Agricultura com a presença de agricultores do município e região, professores da rede de ensino, membros da Ação Social do município, e outras autoridades do setor.

O objetivo foi divulgar e esclarecer questões referentes ao Programa embasado Lei Federal nº 11.947/2009 que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar, onde no mínimo, 30% do valor destinado por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar, do Fundo de Desenvolvimento da Educação, do Ministério da Educação (PNAE/FNDE/MEC), gestor dessa política, deverá ser utilizada na aquisição da produção agrícola familiar.

Durante a reunião o técnico da Casa da Agricultura de Pirajuí, Fábio Maia, proferiu uma palestra onde foi apresentado um panorama da agricultura familiar no município, os critérios para enquadramento do agricultor familiar e o passo a passo do programa com todos os limites, procedimentos e responsabilidades dos envolvidos no processo, tanto para os que compram como para os que vendem.

Nos próximos 15 dias nos meios de comunicação locais (jornal/rádio), será publicada a Chamada Pública com alimentos e quantidades anuais necessárias, bem como, os devidos procedimentos a serem seguidos para adesão dos agricultores familiares ao Programa.

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I Encontro de Vitivinicultores de Monte Alegre do Sul

Aconteceu no dia 23 de abril o I Encontro de Vitivinicultores de Monte Alegre do Sul, nas dependências da APTA, no município. O evento foi promovido em parceria com a Casa da Agricultura e a APTA - Pólo Leste Paulista com o apoio da Prefeitura Municipal de Monte Alegre do Sul.

O encontro faz parte do Projeto de Vitivinicultura local, cujo objetivo não é o fomento da atividade, mas sim a prestação de suporte nas mais diversas áreas para aqueles que estão trabalhando ou queiram ingressar na cultura da uva e/ou fabricação de vinho. Neste dia foi proferida uma palestra com o tema “A vitivinicultura e seus desafios”.

Durante este primeiro encontro os parceiros CATI e APTA iniciaram um levantamento das demandas da vitivinicultura local a fim de planejarem ações para cada instituição desenvolver dentro de suas respectivas áreas de atuação.

Reuniões e cursos futuros deverão acontecer envolvendo os interessados, onde temas relacionados à implantação, condução e tratamentos fitossanitários de parreirais, assim como a tecnologia de fabricação do vinho serão discutidos mais a fundo, como também quaisquer outros temas ligados às atividades.

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Agrônomo de Casa da Agricultura profere palestra sobre Plantio Direto

No dia 23 de abril aconteceu o 4º Ato Comemorativo pelo Dia Nacional da Conservação do Solo, promovido pelo Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O evento contou com a presença do engenheiro agrônomo Orlando Pereira de Godoy Neto, da Casa da Agricultura de Pirassununga, que ministrou palestra abordando o tema “Plantio Direto e o desenvolvimento regional”.

Durante o evento, fez-se uma reflexão sobre a necessidade de ações e planejamento do uso e manejo da água e do solo, com tecnologias apropriadas aos ambientes de produção, viabilizando assim a manutenção e melhoria da sua capacidade produtiva, propiciando a produção de alimentos de forma sustentável. O Sistema Plantio Direto, mundialmente reconhecido como tecnologia que viabiliza a Sustentabilidade Produtiva, foi o tema central do encontro.

O produtor e agrônomo Manoel Henrique Pereira, conhecido como Nonô e um dos precursores do Plantio Direto, abordou o tema “Plantio Direto ao alcance de todos”. Apresentando sua experiência, adquirida ao longo dos anos, demonstrou que os resultados obtidos com a adoção do Sistema de Plantio Direto são significativamente positivos para o produtor e para o meio ambiente. Segundo Nonô, fazer plantio direto significa manter o solo coberto de vegetação, viva ou morta; semear com o mínimo de movimentação de terra e praticar rotação de culturas. “Atividades simples e ao alcance de todos”, garante.

No período da tarde, aconteceram duas oficinas onde alunos e demais presentes puderam constatar na prática, alguns benefícios do Sistema de Plantio Direto.

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Funcionários da CATI Regional de Barretos recebem informações sobre o Microbacias II - Acesso ao mercado

Reunidos no Anfiteatro do Sindicato Rural do Vale do Rio Grande, em Barretos, funcionários da CATI Regional do município receberam informações sobre o Programa Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável – “Microbacias II-Acesso ao Mercado” e de como será o processo de desenvolvimento das atividades desta nova linha de atuação da CATI.

Quem explicou aos presentes o funcionamento do Programa foi a diretora da CATI Regional de Jaboticabal, Vera Lúcia Palla, que também faz parte do grupo de negociação e gerenciamento para implementação do Microbacias II.

Segundo Vera Lúcia, os extensionistas, em suas Casas da Agricultura, apoiarão os estudos e elaboração de projetos, dentro das cadeias produtivas elencadas nos planos municipais de desenvolvimento rural sustentável, para busca de financiamentos de Iniciativas de Negócios dos Agricultores Familiares; enquanto que, nas Regionais da CATI, a diretoria técnica fará o processo de avaliação e formalização das propostas de iniciativas de negócios, remetendo-as então, para o grupo gerenciador do Programa, em Campinas.

O diretor da CATI Regional de Barretos, João Amadeu Giacchetto, lembrou sobre a experiência que a Regional obteve durante a execução do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas, que mostrou a necessidade de atenção e cooperação mútua entre os técnicos e o pessoal de apoio, a fim de agilizar as ações planejadas. Segundo Giacchetto, ele espera agora uma integração muito maior, dada justamente pelo aprendizado adquirido com o programa.

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Produtores de Botucatu, São Manuel e Pratânia visitam Agrishow 2010

No dia 28 de abril de 2010, foi realizada uma missão técnica, onde 77 produtores rurais dos municípios de Botucatu, São Manuel e Pratânia compareceram à Agrishow 2010, em Ribeirão Preto / SP. O evento foi organizado pelas Casas da Agricultura de Botucatu e São Manuel (CATI Regional de Botucatu), em parceria com o Escritório Regional do SEBRAE de Botucatu e com a Prefeitura Municipal.

Acompanharam o grupo os engenheiros agrônomos Rafael Marcelino, Júlio César T. Romeiro (Botucatu) e José Marcos Leme (São Manuel) e o zootecnista Adilson C. da Fonseca (São Manuel) e duas analistas do SEBRAE. Os produtores não tiveram custo com o transporte e nem com a entrada na feira. Alguns inclusive realizaram proposta de compra de tratores e implementos na feira, através do Programa Mais Alimentos.

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Andradina: área de pastagens diminui e cresce a de cana-de-açúcar

Nos últimos anos a cultura da cana-de-açúcar vem ocupando novos espaços no cenário da agropecuária regional, em substituição às áreas de pastagens degradadas, influenciadas pela rentabilidade do setor sucroalcooleiro e a instabilidade do setor agropecuário, principalmente a exploração de pecuária de corte que vem sendo desestimulada pelas constantes oscilações de preço de mercado da carne bovina.

Em 1996, segundo o Projeto LUPA (Levantamento Censitário das Unidades e Produção), da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, a área de pastagens dos 13 municípios jurisdicionados à CATI Regional de Andradina era de 547.387 hectares, passando para 320.007 hectares em 2010, o que corresponde a uma redução de 41% nesse período de 14 anos, reduzindo proporcionalmente o rebanho bovino de 742.677 para 658.866 cabeças.

De outro lado verifica-se uma tendência de acréscimo do suporte das pastagens, aumentando de 1,35 para 2,05 cabeças por hectare, em função da implantação de vários projetos de confinamento de bovinos de corte na região.

Grande parte da área de pastagens foi substituída pela cultura de cana-de-açúcar que hoje vem ocupando área plantada de 247.183 hectares, para produção de matéria prima de várias usinas de açúcar e álcool da região de Andradina.

A cultura do abacaxi se destaca na região com área de 4.946 hectares, sendo 2.700 hectares somente no município de Guaraçaí, com 55% da área regional.

Mirandópolis e Guaraçaí são os municípios que possuem maior número de pés de seringueira da região com respectivamente 197.700 e 151.000 pés em relação ao total de 562.060 pés plantados na região, o que também acontece com a cultura da manga com 58.650 pés em Mirandópolis e 40.000 em Guaraçaí que correspondem juntos á 67,3% do total da região.

O milho que já ultrapassou os 51.000 hectares na região no inicio da década 80, com grandes áreas cultivadas por agricultores tradicionais, hoje não ultrapassa os 19.000 hectares, considerando também o milho para silagem que é utilizada para alimentação do rebanho leiteiro. Essa redução drástica da área plantada é resultante de vários fatores como: falta de adaptação ao microclima regional, baixa rentabilidade, mesmo com utilização de alta tecnologia. As culturas do algodão e arroz, praticamente desapareceram na região, pelos baixos preços dos produtos e também pelas leis ambientais mais rigorosas, mas necessárias. Na época essas culturas tinham uma grande expressão econômica e social na região, com produção de quase 1.000.000 de arrobas de algodão e 200.000 sacas de 50 kg de arroz.

“Atualmente existem tendências para o crescimento da área de cana-de-açúcar e a estabilização das áreas de fruticultura que predominam nos municípios de Guaraçaí e Mirandópolis. A produção de leite apresenta poucas evoluções em ganhos de produtividade, pois essa exploração é praticada por pequenos produtores descapitalizados, que na sua maioria ocupam pequenos lotes nos projetos de assentamentos de reforma agrária existentes na região”, finaliza o engenheiro agrônomo Salvador Ziviani, responsável pelo banco de dados da CATI Regional de Andradina.

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CATI Regional de Catanduva realiza levantamento de mastite em propriedades do CATI Leite

Técnicos envolvidos com o Projeto CATI Leite na regional de Catanduva realizaram juntamente com produtores levantamento dos casos de mastite nas propriedades participantes.

A mastite é uma doença que afeta glândulas mamárias de vacas, podendo reduzir em até 30% a produção de leite. Existem basicamente duas formas de mastites, a subclínica e a clínica. As duas causam prejuízos, porém a forma subclínica tem maior importância devido ao fato de o produtor não visualizar os sinais da doença e não se dar conta do que está ocorrendo em seu rebanho.

Diante disso, nas propriedades que fazem parte do projeto, foi realizado o teste de CMT (California Mastit Test) a fim de diagnosticar animais doentes e propor medidas de controle. Os testes foram feitos em 11 (onze) propriedades na ordenha da manhã, em todos os animais, nos municípios de Elisiário, Novo Horizonte, Itajobi, Sales, Irapuã e Ibirá.

Além de diagnosticar animais doentes, a proposta foi demonstrar o teste, já que o mesmo é bastante simples e de fácil interpretação.

Segundo o médico veterinário Jader Moraes, da CATI Regional de Catanduva, não só os prejuízos na queda de produção devem ser levados em conta, mas também os prejuízos ocasionados pelos altos valores de “Contagem de Células Somáticas” (CCS) realizadas pelos laticínios, resultando em menor valor pago pelo produto e até recusa do mesmo.

Após este levantamento inicial e adoção de técnicas de manejo, com a implantação de fila de ordenha, higienização pré e pós ordenha e outras, o produtor de leite certamente fornecerá mais leite e de melhor qualidade aos laticínios da região.

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Solução para a região canavieira de Catanduva

Com a proibição do corte de madeiras nobres para produção de móveis, a demanda crescente da construção civil e a procura por fontes alternativas de energia renovável, ressurgiu a cultura do eucalipto como uma variante bastante interessante, pois além do produto final ser de múltiplo uso, é de rápido crescimento, custo de implantação relativamente baixo (R$ 3.300,00/ha) e uma excelente rentabilidade (até R$ 33.000,00/ha), dependendo do tipo e destino da exploração.

Segundo o engenheiro agrônomo Waldemar Pereira Fernandes, da Casa da Agricultura de Uchoa, alguns cuidados são necessários, principalmente com a implantação (muda, preparo do solo, condução inicial, formigas), que será o fator determinante de lucro ou prejuízo. “Devemos evitar os modismos, ou informações milagrosas, para não ocasionarmos o fator ‘Bateau Mouche’ e então afundarmos”, compara.

A exploração atual é bastante diferente de 60 anos atrás, agora se dispõem de novas variedades, espaçamento e condução diferenciados, direcionados para o produto final. O eucalipto tem se mostrado uma excelente opção para pequenos e médios produtores, no aproveitamento de áreas com declividades mais acentuadas ou mais sujas, e também em consórcio com a cana, no plantio em bordaduras.

No município de Uchoa, a procura da exploração de eucalipto vem aumentando, seja para exploração em áreas totais, seja em divisas juntamente com cercas, ou ainda em sistemas “silvipastoris”.

Fernandes aconselha os produtores a procurar a Casa da Agricultura do município, antes de tomar qualquer decisão. “Lá o técnico responsável irá orientá-lo e esclarecer todas as dúvidas”.

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